Roteiro de 6 dias pelo Chile

O Chile é uma mistura maravilhosa para os mais diversos viajantes: tem mar, montanha, muita cultura e história. Nós fizemos um pouco de tudo e montamos um roteiro de 6 dias por lá!

Em agosto de 2017, fui ao Chile pela segunda vez. Dessa vez, tinha Felipe ao meu lado e estávamos em lua de mel, o que deu um ar todo especial à viagem. Como era inverno, decidimos priorizar alguns desses dias para as estações de esqui ou locais onde pudéssemos ver neve (nós não esquiamos, explico o porquê daqui a pouco). De qualquer forma, mesmo no verão você pode ir a alguma delas para conhecer a Cordilheira, pois vale a pena! Chegamos em Santiago à noite, jantamos perto de onde estávamos hospedados e descansamos para bater perna no dia seguinte.

Reservamos o primeiro dia para andar pela capital chilena, pois precisávamos começar o dia com algo muito importante: trocar dinheiro. O segundo dia foi dedicado a conhecer duas das tantas vinícolas que existem por lá, Concha y Toro e Santa Rita. Contratamos transfers para Cajón del Maipo em um dia e Farellones em outro. Iríamos também a Valle Nevado, mas decidimos não ir e passar mais um dia em Santiago para visitar museus porque a gôndola estava fechada para manutenção no dia que havíamos reservado (e nós não queríamos esquiar). No último dia, conhecemos as cidades de Valparaíso e Viña Del Mar, que ficam na beira do Oceano Pacífico. Acreditem, estava menos frio que em Santiago! Fez um sol lindo e valeu muito a pena para tirar fotos bem bonitas.

Se interessou? Então aí vai um roteiro detalhado com muitas outras coisinhas que fizemos.

Dia 1 – Andança por Santiago

No primeiro dia, a primeira coisa que precisávamos fazer era trocar dinheiro, pois no aeroporto havíamos trocado apenas o suficiente para pegar um táxi que nos levasse até nossa hospedagem, já que no centro de Santiago é possível encontrar tarifas bem mais vantajosas (a diferença era de 0,25 centavos). Para trocar dinheiro (levamos a moeda em real mesmo), vá até uma das casas de câmbio na Calle Agustina, no quarteirão entre a Paseo Ahumada e a Calle Banderas (encontramos o peso chileno entre R$1,85 e R$1,87). Chegamos lá por volta de 8h achando que esse seria o horário de abertura, mas o comércio só começa a abrir por volta de 9h (mesmo os lugares para tomar café da manhã!!!). A estação de metrô mais próxima é a Plaza de Armas.

Se bater uma fominha, não deixe de ir ao Café Colônia,que fica ali pertinho, e pedir um delicioso Alfajor chileno com um chocolate quente.

De lá, estávamos pertinho do Palácio La Moneda, sede da presidência. Nesse dia, sabíamos que haveria a troca da guarda às 10h em frente ao palácio e também havíamos marcado uma visita guiada (gratuita) para conhecer a parte interna às 11h (agende a sua aqui), mas enviaram um e-mail de cancelamento na semana anterior, pois haveria a visita do presidente de algum outro país naquele mesmo dia (até agora não sei quem era). O jeito foi tirar fotos em frente ao palácio para esperar a troca da guarda, que aconteceu às 9h para nossa felicidade e surpresa. A troca da guarda acontece em dias alternados. Não achei um site oficial para ver o calendário, mas verifique o dia antes de ir (achei essa informação para 2017 aqui).

O La Moneda lá atrás.

Quando acabou a troca da guarda, demos uma volta ao redor do palácio para ver a parte de trás, voltamos e seguimos caminhando até a Plaza de Armas para conhecer a Catedral Metropolitana (entrada gratuita), uma construção bem bonita que já foi parcialmente destruída por índios, por um incêndio e um terremoto, mas continua lá, bem bela e imponente.

Catedral de Santiago

Nessa mesma praça, estão o Museu de História Nacional (entrada gratuita) e o Museu de Arte Pré-Colombiano (clique aqui para acessar valores e horários). Nós decidimos não entrar, maaasss aproveite!

Seguimos caminhando por uns 10 minutos até o Cerro Santa Luzia (entrada gratuita), de onde você pode ter uma visão privilegiada da forma como a Cordilheira abraça a capital chilena (apesar da névoa/poluição do dia). Aproveite para caminhar com calma, pois mesmo no inverno o jardim é bem bonito para conversar sobre a beleza do lugar e tirar muitas fotos.

Cerro Santa Lucia e a Cordilheira lá atrás.

Bateu aquela fominha? Se tiver um pouco de disposição e curiosidade para ver a cidade, caminhe por uns vinte minutos até a região da Bellavista (ou pegue o metrô na estação Santa Lucia e desça em Baquedano) e se delicie com um almoço em um dos muitos restaurantes da região. Sugiro o Bar e Restaurante Galindo  para uma refeição bem farta e com um preço camarada.

Abastecidos, o próximo ponto é o Cerro San Cristóbal (clique aqui para acessar valores e horários). Ele é bem alto e você tem uma visão ainda melhor da Cordilheira. No ponto mais alto, aos pés da Virgem que fica lá no alto, há uma bela visão do pôr do sol. Não deixe de assistir. Para subir ao Cerro pegue a funicular ou o teleférico (veja aqui dias e horários de funcionamento). Nós subimos de funicular porque o teleférico não funciona às segundas-feiras. Gostamos tanto de lá, havia uma paz tão grande com a Cordilheira de um lado e o sol caindo no horizonte do outro que ficamos bastante tempo por lá e descemos já no início da noite. Nessa semana em Santiago, tivemos a falta de sorte da cidade estar coberta por uma nuvem de poeira/poluição que deixava a Cordilheira bem turva, como na foto (mas mantive a alegria).

Cerro San Cristóbal e nada de conseguir fazer a Cordilheira aparecer na foto.
Mas teve sol se pondo do Cerro San Cristóbal.

Caminhamos novamente até a região da Bellavista para conhecer o pátio que leva esse nome. É um local que concentra um grande número de bares, restaurante, lojinhas de artesanato, cafeterias e sorveterias. Tem para todos os gostos! Nesse dia, havíamos feito uma reserva num restaurante próximo dali, chamado Como Água para Chocolate.

Felizes e cansados, voltamos para casa caminhando. Como estávamos hospedados na Lastarria, uma região que fica entre o centro da cidade e o bairro Bellavista, pudemos fazer tudo caminhando. Caso não queira perder tantas calorias assim, há estações de metrô próximas de todos os lugares que visitamos. Mas, acredite, vale a pena andar e conhecer a cidade.

Dia 2 – Estádio Nacional e Vinícolas Concha y Toro e Santa Rita

Nesse dia, acordamos bem cedinho para chegar ao Estádio Nacional (estação de metrô Ñuble, linha verde) por volta das 8h30. Da estação, siga caminhando por uns 10 minutos até o estádio. Não existe uma visita guiada ao estádio da LA U, basta chegar e pedir ao segurança para conhecer o interior do estádio, com acesso ao gramado (sem pisar nele) e à arquibancada.

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Voltamos ao metrô e partimos para a Vinícola Santa Rita (agende sua visita aqui). Desça na estação Las Mercedes (linha 4 ou azul) e siga para o ponto na saída do metro (o ônibus para na parte não coberta do ponto). Pegue o ônibus MB81 Alto Jahuel Rumo Buin (ele passa em frente a Concha y Toro) e peça ao motorista para descer na entrada da vinícola. Para chegar à recepção e fazer sua visita, há duas opções: caminhar por dentro da vinícola por uns 15 minutos ou esperar pela carona de uma carruagem (isso mesmo, cavalos!). Nós pegamos a carona na entrada e optamos pela caminhada na saída. Na vinícola, há um restaurante bem famoso (para quem quiser e puder pagar mais um pouquinho), mas a opção que fizemos foi pelo Café La Panadería. Pedimos o sanduíche pollo gourmet (frango), o barros luco (sanduíche com carne desfiada e queijo) e dois Capuccinos pelo total de 16 mil pesos ou 85 reais (meio salgado, mas estava tudo muito gostoso!).

A visita guiada em português, feita por uma brasileira, durou 1h30. Não espere ver uvas no inverno. Fiquei curiosa para conhecer Santa Rita depois de ler vários comentários em sites de viagens. Mas, sinceramente, como eu já conhecia Concha y Toro, senti bem a diferença entre uma e outra. A não ser que você queria muito provar os vinhos de Santa Rita, Concha y Toro cumpre bem o papel para aqueles que desejam apenas conhecer o espaço de uma vinícola, o processo de produção e como os vinhos são armazenados.

Vinícola Santa Rita sem uvas no inverno.

Pegamos o mesmo ônibus MB81 de volta e descemos em Concha y Toro para fazer a visita guiada em português (reserve a sua aqui) pelos jardins, pelo espaço onde ficam as uvas (apesar de não ter nenhuma no inverno) e pelo local onde o vinho é armazenado. A vinícola é bem bonita e bem estruturada, pronta para receber turistas. Saímos de lá com duas taças bem bonitas e mais duas de Santa Rita (uma delas uma criança quebrou quando estávamos no Shopping Costanera, que tristeza!). Quando voltar, enrole em suas roupas na mala para não quebrar.

A cara da riqueza em Concha y Toro.

No caminho de volta, aproveite para subir ao Sky Costanera (estação Tobalaba) e ver o por do sol mais uma vez. Infelizmente, só andamos pelo gigantesco shopping, pois tinha tanta névoa (ou poluição) no dia que não quisemos pagar 7500 pesos chilenos para subir ao prédio mais alto de Santiago e não conseguir enxergar muito bem a Cordilheira. Se você der mais sorte e a cidade estiver com um ar um pouco mais limpo, suba! Preços e horários aqui.

Dia 3 – Farellones

Desde o início ficamos encantados com Farellones por não ser somente um centro de ski, mas um verdadeiro parque de diversões na neve. Lá você pode fazer tirolesa, esquibunda, descer de boia na neve, andar de bicicleta, montar um boneco de neve, se jogar na neve, subir o morro a pé e esquiar. Um teleférico leva você de um lado ao outro do parque e garante uma paz e uma vista incríveis. Nos divertimos muito em todas as atividades. Só não conseguimos ir na tirolesa porque não sabíamos que precisávamos agendar um horário logo que chegássemos ao parque. Ficamos sabendo disso apenas na hora do almoço e as vagas já tinham acabado (Snif!). Como você já sabe, nós não queríamos esquiar, então não precisamos alugar roupas e equipamentos de esqui. Mas se você quer se jogar e pular no meio da neve, vale a pena ter roupas e calçados impermeáveis (custa 15 mil pesos para alugar a roupa completa). Afinal, ninguém quer ficar molhado e com ainda mais frio. Nós já tínhamos botas e casaco impermeáveis e eu não me joguei na neve, então fiquei com a minha calça mesmo e consegui não me molhar nas atividades, mesmo no esquibunda. A entrada no parque custou 20 mil pesos e alugamos um armário por 4.500 pesos (para ver todos os valores clique aqui).

Esquibunda em Farellones. A melhor!

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Para chegar a Farellones, vale a pena contratar um transfer de uma agência. As agências oferecem um passeio que vai a Valle Nevado para fazer apenas uma visita panorâmica (só olhar e voltar para a van) e depois seguem para Farellones, chegando no fim da manhã. Nós optamos por fazer apenas Farellones e foi a melhor coisa, chegamos no parque antes do horário de abertura (9h), sem problemas com a fila da bilheteria ou das atividades. Pudemos aproveitar bastante o dia todo lá.

Contratamos o transfer da Ski Total. Não há necessidade de reserva. É só chegar por volta de 6h30 (não muito mais do que isso) na agência deles, que fica próxima a estação do metro Escuela Militar (linha vermelha). Eles saem assim que preenchem as vagas ou no máximo 8h. Tivemos sorte, saímos de lá 7h e antes das 9h já estávamos em Farellones. O motorista combinou a volta para 16h45. Há muitas agências que saem de lá bem mais cedo, no meio da tarde. Verifique isso antes de decidir. Para preços atualizados da Ski Total, clique aqui.

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Há vários restaurantes logo ao lado da bilheteria, que abrem para almoço apenas a partir das 14h. Mas essa hora já teríamos desmaiado de fome. Seguimos andando pelos restaurantes de uma ruazinha em frente, saindo um pouco da rota desses principais (que são bem caros!) e achamos alguns outros (perto de uns quiosques de artesanato, não tem como se perder porque são só esses dois espaços de restaurantes). Esses outros tinham um preço bem mais camarada, abriam um pouco mais cedo e tinham opções de sanduíches e de comidas mais saudáveis. Comemos por ali mesmo umas empanadas por 2 mil pesos e, por gulodice, um almuerzo del día (uma generosa carne de porco com puré de batatas e tomate) por 6 mil pesos (metade do preço de um sanduíche nos restaurantes ao lado da bilheteria).

Almoço em Farellones com essa vista maravilhosa.

Saímos de lá beeem cansados e beeem felizes! Chegamos em Santiago por volta de 18h30.

Dia 4 – Cajón del Maipo e Embalse del Yeso

Não arrisque ir de carro até a região se quiser chegar próximo ao Embalse del Yeso. No meio da estrada tinham dois carros caídos em um precipício. Não deu tempo de fotografar, mas um deles parecia ter caído bem recentemente. Os motoristas das agências já estão acostumados com o caminho e sabem por onde podem ou não ir. A ideia aqui é ajudar para que você faça tudo sozinho, mas para algumas coisas não vale a pena o risco. Ainda no Brasil, reservamos um passeio pela Snowtours através de contato por e-mail e depósito em uma conta bancária. Todo o contato foi feito em português e nossa guia era brasileira (a Denise, maravilhosa!). A van busca e deixa na sua hospedagem. Para preços atualizados, entre em contato com eles por aqui.

Saímos de Santiago por volta de 7h30-8h e chegamos ao Embalse del Yeso umas 10h. O caminho é longo, mas é bem bonito e vale a pena ficar acordado. A guia Denise nos explicou bastante sobre a região até chegar ao Embalse, que é incrível. Estava lotaaaaado de turistas. Ela nos contou que o turismo para a região cresceu muito nos últimos anos. No verão, as agências costumam ir às Termas de Colina, que ficam fechadas no inverno. Mesmo assim, para nossa surpresa, Denise nos levou para o caminho que leva às termas e pediu para o motorista da van parar em um lugar que tinha vista para uma enorme cachoeira e para o vulcão Maipo. Ali mesmo, ela tirou da van uma mesinha e ofereceu vinhos e comidinhas a todos. Prevenidos sobre a falta de comida por lá, havíamos levado um sanduíche, que foi desnecessário, depois de tanto queijo e salame que comemos. Saímos de lá por volta de 15h e chegamos em Santiago duas horas depois.

Embalse El Yeso. Muito amor por essa água congelada lá no fundo.

 

Cachoeira no caminho que leva ao vulcão na região de Cajón del Maipo. Quem tem coragem de entrar?
Mesa de queijos e vinhos montada pela Snow Tours pra gente.

À noite, queríamos uma comidinha de boteco e rodamos em alguns bares. Fomos ao El Diablito e ao Galindo no mesmo dia.

Dia 5 – Museus de Santiago e Partida de Futebol do Universidade de Chile

Os museus de Santiago abrem às 10h, então não precisa se preocupar em sair de casa tão cedo. Aproveite para tomar um café numa boa pastelería, dulcería ou cafetería, como eles chamam. Como nosso objetivo era caminhar pelas ruas de Santiago, apesar do frio, nos limitamos a dois museus para agradar a um biólogo e a uma historiadora. O melhor é que eles ficavam bem próximos (estação Quinta normal, linha verde).

O primeiro foi o Museu de História Natural. Na opinião do marido biólogo, ele não tem um acervo muito bom.  De qualquer forma, a entrada é gratuita e vale a pena passear no parque onde ele fica. É bem bonito, como outros parques de Santiago. Caso tenha um tempo sobrando, não deixe de visitar os parques. São limpos, bem cuidados e ficam repletos de santiaguinos todos os dias, mesmo no inverno de 6 graus.

Museu de História Natural

Depois, caminhamos até o Museu de la Memoria y los derechos humanos, que conta a história do golpe e derrubada do presidente Salvador Allende em 1973 e dos mortos e perseguidos pela ditadura de Pinochet. O museu foi feito  a partir das pesquisas realizadas pela Comissão da Verdade do Chile. A entrada é gratuita, mas há um audioguia em português que custa 10 mil pesos (replica muitas informações que podem ser lidas nas descrições, mas tem outras que são exclusivas do audioguia). O museu é maravilhoso, bem informativo e organizado. Para quem curte compreender essa parte da história do Chile, é imperdível.

De lá, fomos almoçar no Mercado Municipal. Como estávamos hospedados na Lastarria e precisávamos trocar mais dinheiro no Centro, já havíamos visitado o mercado pela manhã para decidir se almoçaríamos lá ou não. Estávamos bem reticentes, pois a maioria dos blogs de viagem afirmam que não vale a pena e que os preços são bem altos. Mas não podemos opinar sobre o que não conhecemos, então fomos lá pela manhã bem cedinho, andamos por todo o mercado e conversamos com o Rodolfo, gerente do restaurante Donde Augusto, que toma quase todo o espaço central do Mercado. Ele foi tão simpático, explicando sobre os pratos servidos, inclusive sobre a Centolla (aquele caranguejo gigante), que resolvemos sair do museu e voltar lá para almoçar. Não pedimos a Centolla porque não estávamos dispostos a pagar 50 mil pesos (ou 270 reais!!!!), mas pedimos um Congrio (peixe acompanhado por salada, por 9 mil ou 48 reais!), que o Rodolfo nos garantiu que poderíamos dividir tranquilamente. O peixe era bem pequeno e estava frio, não estava ruim, mas esperávamos mais de um restaurante lotado de chilenos e turistas. O que estava mais gostoso e matou minha fome foi o pãozinho que é sempre servido antes das refeições por lá.

Já que o almoço nos deixou com cara de tristes, fomos comer nossa sobremesa no Café Cologne (ficamos viciados no alfajor chileno desse lugar!). De lá, para gastar essas calorias, caminhamos por todo o Parque Florestal e sentamos em um de seus banquinhos para observar o movimento das pessoas, os cachorrinhos caminhando pra lá e pra cá e os casais apaixonados sentados no gramado do parque.

Parque Florestal, em Santiago.

À noite fomos a uma partida de futebol entre o Universidad de Chile e o Temuco no Estádio Nacional. Foi lindo de ver a galera cantando ao descer do metrô e até chegar ao estádio. Até aprendemos a cantar alguns dos gritos da torcida da La U. Pena que não tinha outra jogo na mesma semana para irmos novamente. Foi incrível!

Dia 6 – Valparaíso e Viña del Mar

As duas cidades são uma excelente cidade para chegar pertinho do Oceano Pacífico. Vale a pena ir mesmo no inverno! Lá estava até mais quentinho que Santiago (onde pegamos perto de zero grau). Chegamos pela manhã em Valparaíso (ou Valpo, para os íntimos) e a tarde voltamos por Viña del Mar. Muita gente escolhe pernoitar nas cidades, mas deu para fazer bastante coisa em apenas um dia. Fizemos todo o trajeto Santiago-Valpo-Viña-Santiago de ônibus e foi muito mais tranquilo e melhor do que ir por uma agência de viagens (experiência pela qual eu já tinha passado).

Em Santiago, há duas rodoviárias de onde saem os ônibus para Valparaíso: o terminal Alameda e o Parajitos. As duas ficam ao lado de estações de metrô. Como estava mais próxima de nossa hospedagem, descemos na estação de metrô Universidad de Santiago (linha vermelha) e pegamos um ônibus da Turbus no terminal Alameda.  O ônibus de ida para Valpo saiu às 7h30 e reservamos a volta para 17h30 em Viña por 7 mil pesos chilenos no total para cada um. A viagem dura cerca de 1h30.

Chegamos à rodoviária de Valpo e tínhamos duas opções: caminhar até a Plaza SotoMayor ou pegar um ônibus até lá. Escolhemos a primeira opção (já viu que gostamos de andar, né?) e perdemos um tour que é feito a pé pela empresa Tour 4 Tips. Eles saem da Plaza SotoMayor às 10h e nós chegamos um pouquiiiiinho depois. Ficamos tão tristinhos que nem tiramos foto da praça.

Uns dois quarteirões antes (no sentido contrário ao que você veio, na rua do corpo de bombeiros), pegamos o ônibus 612 que nos levou até o Museu Casa de Pablo Neruda, ou La Sebastiana, como ele a chamou. O museu é bem interessante e conta com um audioguia em português. Para preços, clique aqui. De lá é possível ter uma bela visão da cidade de Valparaíso e fazer ótimas fotos. A visita é bem curtinha, mas vale a pena. Caso você escolha ir com uma agência de viagens e queira visitar o museu, pergunte o tempo de parada, pois muitas não param tempo suficiente para que você possa visitar o museu, mas apenas o lado de fora.

Vista de Valparaíso no mirante do La Sebastiana.

De lá, pegamos o mesmo 612 e fomos para Viña del Mar. Chegamos rapidinho, uns 20 minutos. Peça ao motorista para descer no relógio das flores. Atravesse a rua e vá até a praia. Nós estávamos com vários casacos e tinha gente na praia de biquíni e de sunga! De lá seguimos caminhando pela orla até o Castelo Wullf, que só abre para visita 15h. Em frente ao castelo há um restaurante onde todas as vans de turismo param com o objetivo de levar os turistas para almoçar. Se quiser comer em um restaurante com vista para o mar, pode parar por aí. Nós preferimos seguir caminhando pela orla. Ao chegar a uma ponte, à direita fica o centro de Viña del Mar (uma ótima opção para almoçar bem e barato) e à esquerda fica o Cassino Municipal de Viña del Mar. Conhecemos o cassino e depois seguimos para o centro de Viña del Mar. Conseguimos o nosso almoço mais barato nesses dias no Chile, uma boa carne de porco com ovo e batatas fritas por 2900 pesos. E estava muito bom!

Uma gracinha esse Castelo Wulff.
Fiquei horas fotografando esses bichinhos voando nas pedras e em frente ao Castelo Wulff em Viña del Mar.

Voltamos até o Castelo Wulff e visitamos sua parte interna (a parte onde é possível ver o chão de vidro está fechada). O bom mesmo foi ficarmos sentados do lado de fora vendo o movimento das aves e o sol se pondo exatamente em cima do mar. Não conseguimos ver até o final porque nossa passagem estava agendada para 17h30. Seguimos andando até a rodoviária de Viña de Mar e voltamos felizes para Santiago.

Uma dica final: mesmo que seja verão, vá até o Valle Nevado. Lá é bem alto, então dá para ter uma visão bem bonita da Cordilheira dos Andes, ainda com neve nos pontos mais altos. O caminho até lá também vale a pena ser percorrido. Não fomos lá (havíamos reservado para o quinto dia) porque realmente não queríamos esquiar e o único atrativo que queríamos, a gôndola, não estava funcionando.

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